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Carlos Alberto Hang 16/03/2009

Neste dia 18 de março este seu colunista completa mais um ciclo ao redor do sol em sua vida. Já não se soma mais aos anos que se passam, como fazíamos afoitos e ansiosos outrora, pois hoje usamos tais datas comemorativas para, além de celebrarmos à vida vivida, refletirmos sobre o que passou, como tudo está sendo, o que queremos do porvir e sobre os que fazem e os que estão fazendo parte da nossa vida. Mesmo sendo nós elementos únicos, dentro de nós percebemos diversos ciclos evolutivos, que até vem a aparentar sermos nós detentores de um corpo onde se faz morada de uma multidão de nós mesmos, de tantas mudanças que ocorrem em nós a cada dia, mesmo sem percebermos por hora. Assim estaremos nós, nos aprimorando, até ser posto ponto final na história de nossa vida, a qual inicia no momento da fecundação e vai até ao nosso último e aliviado suspiro. Sempre estamos na melhor fase de nossa vida, pois a fase atual é a única de todas em que podemos atuar de fato, e o que passou sempre fará parte de nós, sejam momentos vividos bons ou não, assim como todas as pessoas que conhecemos e convivemos, e nisso nos rigozijemos, pois são eles os responsáveis também por nossa construção, de sermos o que somos. Na foto acima vemos meu eu-infanto descalço com o cachorro Quilito e eu também na foto abaixo. Esta criança também sou eu, e ela ainda faz morada em mim e fará até o fim de meus dias. Finalizo agradecendo ao Deus Criador e à todos que fizeram e fazem parte de minha existência, em especial à minha mãe, Isolde Hang (in memorian) e ao meu pai Harry Hang.

OPINIÃO DE UM LIVRE PENSADOR

?Posso não concordar com nenhuma das palavras que dizeis, mas defenderei até a morte teu direito de dizê-las.? Voltaire

Educação Infanto-Juvenil - Era uma vez... Existe uma intensa romantização no que diz respeito a formação de família e posterior surgimento das proles. Contos de fada, filmes diversos, novelas, músicas, entre outros, contribuem sobremaneira para a formação fantasiosa, como digo desde décadas anteriores em minhas preleções, da "família Doriana", isto é, daquelas que vemos nos comerciais de margarina, onde todos sentam à mesa no café-da-manhã juntos, sorrindo, conversando e vivendo num ambiente plenamente harmonioso e considerado perfeito até onde nossa potencialidade a esse respeito nos permite anuir como tal. Mas depois do "sim" diante do sacerdote ou juiz, da lua-de-mel passada, dos primeiros meses vivenciados e dos filhos que chegam depois de despertos estarem do sono dos Anjos, muitas nuvens de tempestades emocionais pairam sobre o céu azulíssimo do dia de primavera da vida a dois dos contos-de-fada introjetada no âmago das almas famintas por viver no mundo do faz-de-conta que não conta que os desequilíbrios também tem que fazer parte desta conta, por fazerem parte do mundo real. Mas coitados dos pais, esqueceram de mandar o "manual de instruções" depois do enlace e quando receberam seus lindos e bochechudos bebês, sendo assim, vem sogra dizendo como se faz, além da tia que nem filhos teve, ou da madrinha que jura que tem tudo para ser uma pediatra de primeira diante do conhecimento sobre crianças depositado em si. E neste marcenal de informações afoitas por um modo de ser, o que muitas vezes acaba tomando a frente, é justamente o "instinto" dos pais que acreditam estes, assim acionando, estarem fazendo o melhor. Mas quem tem a fórmula máxima que melhor encaixa em todos os casos se cada caso é um caso particular, mesmo tão parecidos que possam vir a ser, pois existem nestes também nuances a considerar diante da tomada de ações. Então os pais devem se debruçar diante dos trabalhos a respeito da criação de filhos produzidos pelos mais sublimes pensadores de todas as épocas, ou apelar para o "instinto natural" de pai e de mãe diante da criação de seus infantes? Mas ainda temos uma opção menos incômoda diante de uma tomada de decisão tão confusa, que é de não ir tanto para um lado, quanto para o outro, mas somar cada qual pró o caso que temos diante de nossos olhos, e não pensem ser isto um caráter eclético, mas sim de coerência maior. São nessses pontos de convergências teóricas que percebemos que o mundo dos contos de fada ficara apenas nos sonhos mais longínquos e a princesa não se encontra mais no alto da torre a depositar para fora da janela seus longos cabelos para servir de ponte para que seu príncipe venha a subir até ela, pois ele já subiu, a trança foi recolhida e agora estão no porão do castelo sem saber o que fazer com a fantasia que um dia tomaram como realidade possível. Pode parecer isto um pesadelo interminável, para não dizer uma maldição que nossos antepaçados mais distantes nos obsequiaram naquela noite tempestuosa em suas mentes, mas confirmo-vos que disso não se trata aqui e ainda é tão irreal quanto o mais contagiante conto-de-fadas que um dia nos contaram naquela varanda rodeada de plantas da casa da vó, pois é no despertar da realidade que encontramos a decência do viver o real, temos o gozo não mais alegórico, mas mais profundo do mundo possível e não daquele do "era uma vez o que nunca foi". Então não seria mais salutar desempenharmos um papel pedagógico diante de nossas crianças e jovens alicerçado no mundo real em detrimento do fantasioso e desastroso faz-de-conta das ilusões? Do oriente ao ocidente são dispostos diversos contos para disfarçar a realidade, como se o que é de caráter real fosse penoso, sendo mais ainda o caso de termos que elaborar o luto de um mundo que um dia acreditavamos ser possível, mas foi chegado o momento em que descobrimos que não o é, como um casal perfeito, familia equilibrada e uma vida sobre pétalas de rosas multicolores perfumadas com aromas do Monte Olimpo. Sentimos a dificuldade do abandono do mundo da fantasia em nossa sociedade do século XXI, como na tentativa de deixar vir a sentir-se imerso nele, como exemplo, o ato de usar um alvo vestido de noiva, sentindo-se uma rainha por um dia, entre outras tentativas que pulsionam mais claramente a frustração dos dias que virão ao compará-los nos sonhos fantasiosos projetados nestas ocasiões. Mas claro que podemos nos vestir de anjos e termos consciência de ainda sermos meros mortais humanos, mas é raro não se deixar levar pelo doce e empolgante mundo das fantasias. Mas podemos transformar o "Era uma vez..." em uma história bonita e real e nos divertirmos com tudo isso sim. Dando continuidade ao tema, nas próximas pautas abordarei a problemática da posição de papéis claros dos pais, filhos e avós numa família. Podemos então estarmos com um pé no mundo da fantasia que vem a despertar nossa imaginação, mas temos que estar sempre com todo o resto do corpo no que pertence ao campo do real. (by Carlos Alberto Hang, palestrante)

Mehr Licht "Uma pessoa para compreender tem de se transformar." (Saint-Exupéry, escritor; 1900-1944)

Mehr Licht "Uma pessoa para compreender tem de se transformar." (Saint-Exupéry, escritor; 1900-1944)

GUIA DE ETIQUETA & APRIMORAMENTO SOCIAL ETIQUETA NA PRÁTICA: comunicação com classe - introdução A elegância de uma pessoa é demonstrada em diversas ordens de manifestações pessoais, como modo de se vestir, dos cuidados com a composição visual, a postura pessoal diante de momentos diversos, na maneira de se alimentar e de caminhar, entre outras tantas, como a que apresentamos a partir de hoje, que é a da arte da comunicacão. A conversa é um ato de falar e ouvir, e é através desta fala que mundos são idealizados, refletidos, vivenciados, comungados ou separados. Irei sinalizar algumas dicas para que venhamos a obter o melhor proveito possível da arte da comunicação, demonstando todo requinte e cultura que é peculiar a cada qual. Falarei da postura física durante a conversa, bem como distanciamento necessário, limites de toques físicos, tonalidade de voz, truques para obter o melhor de um bate-papo. (by Carlos Alberto Hang, professor e consultor de etiqueta social) (by Carlos Alberto Hang, professor e consultor de etiqueta social)

OPINIÃO DE UM LIVRE PENSADOR ?Posso não concordar com nenhuma das palavras que dizeis, mas defenderei até a morte teu direito de dizê-las.? Voltaire

A VIDA NO DIVÃ - como fujo de mim mesmo... sapientis est mutare consilium Na primeira pauta de A VIDA NO DIVÃ tratamos a respeito do vocábulo VERDADE, sendo que este implica em algo que não permite contradição e que vem a constituir num acordo de pensamento consigo próprio pertencente ao campo da lógica formal e, ainda se pode dizer que trata-se da qualidade através da qual as coisas se apresentam tais como são. Mas como comungar com estes contextos conceituais da verdade, mesmo que ainda contraditórios nos pareçam ser? O ser-humano tem fome insaciável diante desta busca, mas se permite descansar sobre alguns conceitos que vem a se apresentar e a serem vistos como detentores de aparência de eternos. Exemplo que posso usar para ilustrar este dito é a respeito do que vem a ser Deus. Atribuímos adjetivos como Ser Supremo, Perfeição, Todo Poderoso, Aquele que é a causa primária de todas as coisas, Aquele que não foi criado, entre outros. Mas, mesmo atribuindo estes adjetivos, os compreendemos de fato? Nisso percebemos que verdade é uma questão de fé e de caráter individualizante, mas mesmo com um grupo afim dentro desta percepção a respeito da verdade, não é esta de caráter universalizante. Mas temos uma busca maior, que é a da nossa própria verdade, ou da verdade que temos em nós, construída desde nossos dias pretéritos. Temos nós encarado e buscado a nossa própria verdade em detrimento do mundo das aparências do ego? O que a maioria de nós tem feito é elaborado diversos mecanismos deveras aprimorados para fugirmos da verdade que não queremos ver ou aceitar em nós mesmos. E fazemos isso de diversas maneiras, sendo uma delas, a de vivermos sempre ocupados. Acordamos e ligamos o rádio. Depois nos entregamos ao trabalho com afinco. Após, em horas de folta, buscamos academias, conversas de toda ordem sobre assuntos chulos, cursos diversos, esportes com amigos, cultos religiosos, horas diante do computador, entre outras ações para que seja preenchido este espaço livre e não tenhamos que estar diretamente ao encontro de nós mesmos. E ainda temos a televisão que passa a ser aquela que nos ordena: "calem a boca e não pensem em mais nada e muito menos em si mesmos e aceitem ainda o que vos digo". Então dormimos e vivemos neste círculo vicioso. Até mesmo os cultos religiosos não permitem seus fiéis pensarem e refletirem com maior profundidade a respeito de si mesmos e da vida, pois seguem ações ritualizantes, cantam e falam ou ouvem o tempo todo, não permitindo que o silêncio faça morada ali também. Nas ruas e nas casas os ouvidos das pessoas são depositários de sons, onde a música entra sem cessar e com o som mais alto o possível. Finais-de-semana, férias ou feriadão, famílias se preparam para ocupar o tempo todo, apavoradas para aproveitarem cada segundo e evitarem o encontro com seu Eu, que clama por se pronunciar. Logo, nunca ficamos em silêncio, não permitimos que o barulho externo e interno cesse para que não entremos em encontro conosco mesmos, com nossos conteúdos internos, ou até mesmo com a consciência de nossos vazios existenciais. Chegamos a ter a sensação de enlouquecimento diante do silêncio. Além do barulho, diante do desejo do não encontro consigo mesmo ou ainda do não aceite do que percebe em si mesmo, busca-se diversos outros mecanismos escapistas, como através do sexo desenfreado, da intensa entrega à religiosidade, assim como ao trabalho ou aos exagerados cuidados com a família, entre outros meios de desencontro com os próprios conteúdos internos, protelando o mesmo o quanto possível for capaz. Faz-se necessário sair desta angustiante e estafante busca de mecanismos de fuga, a qual exige de nós um investimento energético interno, muitas vezes maior do que o que seria necessária diante do enfrentamento de nós mesmos, e virmos a entrar num silêncio que venha a permitir esse encontro de foro íntimo, ficando cada qual como expectador de sua própria atuação. Uma das melhores maneiras é através da terapia, a qual deveria ser atuante na vida de todo ser-humano, pois sempre apresentamos conteúdos a serem trabalhados. Mesmo que percebamos as dificuldades que temos diante do enfrentamento pessoal, nada pode ser mais compensador do que a liberdade proporcional que temos diante do encontro e aceite de nós mesmos, sendo que isto só acontece mediante esta tarefa, feito "Dibs, em Busca de Si Mesmo" (título do livro de Virginia Axline). Muitos de nós passamos a existência inteira negando a si mesmos e não se encarando no espelho da mente, o qual reflete a verdade de cada qual, e ainda tomando para si papéis que nunca foram seus, como se possível fosse um corpo abrigar dois ou mais seres ao mesmo tempo. Esta pauta sempre trás consigo o termo em latim "sapientis est mutare consilium" que quer dizer que é próprio de uma pessoa sábia a mudança em sua maneira de pensar. (by Carlos Alberto Hang, palestrante)

Mehr Licht "Prefiro incomodar com a verdade do que agradar com adulações." (Lucius Annaeus Sêneca, filósofo; Corduba, Hispânia, 4 a.C. - Roma, 65 d.C.)

GUIA DE ETIQUETA & APRIMORAMENTO SOCIAL ETIQUETA NA PRÁTICA: comunicação com classe - não e nunca... Hoje apresentarei alguns comportamentos que devemos evitar ao conversarmos com uma ou mais pessoas, sendo assim, durante uma conversa temos que atentar para que: não usemos em demasia de gesticulações; não fiquemos mexendo nos cabelos e nos acessórios (brincos, anéis, colares) nossos ou doutros; não roamos as unhas; não fiquemos segurando o nosso queixo ou o rosto; não falemos alto ou baixo em demasia; não usemos de idiomas estrangeiros (salvo no caso do outro ou do grupo entender a língua usada); não mordamos os lábios; não façamos movimentos que denotem nervosismo; não toquemos na pessoa ou nas pessoas do grupo enquanto conversamos; não chamemos a atenção delas às tocando; não fiquemos pegando nas orelhas ou no nariz; não permaneçamos torcendo as mãos; não toquemos ou arrumemos às roupas dos demais enquanto conversamos; não interrompemos o outro enquanto ele está ainda falando, enfim, que impere sempre e em todo lugar o bom senso com os demais ítens aqui não citados. (by Carlos Alberto Hang, professor e consultor de etiqueta social)

 

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