Sobre o subtema "homossexualimo", já falamos aqui a respeito da questão da orientação sexual, homossexualismo e homoerotismo, complexo de édipo, homobofia e xenofobia, entre outras questões. Hoje comentaremos sobre o ato conhecido como "sair do armário", muito comentado, mas pouco compreendido. Somos, sim, seres sociais e com uma construção sócio-histórica evidente. Mas agirmos para agradar à sociedade e aos seus conceitos, acima de nosso próprio "Eu", é um grande equívoco e de consequências nada agradáveis para ambos os lados. Por volta dos 3 anos de idade, durante a formação do "Complexo de Édipo", pode ocorrer o processo de identificação invertida, ocasionando a orientação homossexual e afins. Aos 5 anos, a criança já tem praticamente definida a sua orientação sexual.
Depois deste período teremos um estágio estagnativo, num efeito que chamarei aqui de "bela adormecida", a qual é acordada com o beijo da adolescência, despertando do sono a sexualidade do ser por estar o corpo preparado para o coito e o que o envolve. Então, pode ser aqui, até mesmo com as primeiras tentativas relacionais, que o indivíduo em questão começa a perceber que seus desejos não são o que a sociedade espera de seu gênero, o que lhe causa desconforto, e ainda começa a lutar contra seus próprios desejos, ou este processo passa por um faz-de-conta que "sou o que esperavam de mim" e busca viver dentro de uma história que não é sua. Claro que, nem sempre, este processo é consciente, e ainda pode levar anos, ou até uma vida quase inteira neste estar "em cima do muro".
Mas feito panela-de-pressão descontrolada, um dia a tampa estoura e o feijão vai parar no teto e nas paredes da cozinha, assustando ao cozinheiro, quando não ocasionando dor maior. Cada indivíduo tem, conforme o seu meio social e sua construção subjetiva, uma maneira de ligar com estas questões. Então, o chamado "sair do armário", nada mais é do que anunciar e aceitar em si mesmo seus próprios desejos, saindo da escuridão do "armário", deixando o mundo que não lhe pertence, mesmo continuando a viver harmoniozamente com ele, aceitando seus desejos e, sendo assim, vontando-se a si mesmo. Mas esta aceitação não precisa ser social, mas sim do indivíduo para com ele mesmo. Em muitas caricaturas a respeito vemos uma alegoria mostrando um rapaz saindo do armário com jeito feminino e a garota masculinizada, como se isso fosse realmente partífice desta aceitação, mas não o é.
A homossexualidade trata de seres que têm como objeto de desejo indivíduos do mesmo sexo, e o que passar disso, e além disso, não necesssariamente é isto. Muitos que "saem do armário", começam a tomar atitudes radicais, desde roupas que usam, tom de voz, maneira de andar e gesticular, entre outras ações, como se com a aceitação viesse como brinde um "kit" de comportamentos diferenciados. Mas mal sabem estes que estes comportamentos sociais podem demonstrar uma real "não aceitação verdadeira" de sua condição sexual, mas que desejam provocar à sociedade com sua maneira "diferente" de ser, ou mesmo querendo, devido a um desconforto interno, buscar seu lugar, ou ainda, continuam tentando certificar a si mesmos que se aceitaram, numa maneira de se agredirem, agredindo aos demais com maneira, algumas das vezes, bizarras de ser.
E o que falar daqueles que dão uma espiadinha para fora do armário e logo trancam a porta e ficam presos dentro dele por medo do que viram de si mesmos do lado de fora? Então namoram, casam com o sexo oposto e gastam energia sem fim para negar sua própria condição construída pela sua história de vida? O resultado vai muito além do sofrimento deste indivíduo, trazendo desconforto para com quem se relaciona, além de canalizar a energia negada em departamentos como depressão, agressividade, fanatismo religioso, trabalhar exaustivamente, cuidados extremados com o corpo ou ainda descuido do mesmo, estando envolvidos em relacionamentos geralmente conflituosos, nos quais depositam a principio toda esperança de conforto, mas colhem desconforto. Sair do armário é aceitar sua própria condição subjetiva, operando com ela ações responsáveis diante de si e do outro.
Mas, e a sociedade? Ela não precisa saber, pois é você que precisa saber de si mesmo. Para a maioria dos indivíduos, assumir sua condição homo ou bissexual não é deveras difícil, mas o que eles têm receio é da aceitação social, do que a sociedade achará disso, além do medo de serem ridicularizados. Mas se dependerem da sociedade, hipócrita em muitas vezes, irão sofrer sempre. Aceitar seus próprios desejos, respeitar ao seu corpo e aos seus sentimentos, assim como aos do outro, se ver como detentor de direitos tão iguais quanto aos demais, mesmo tendo desejos diferentes deles, não crer que deva operar mudanças estéticas e sociais por aceitar seus desejos, compreender que não é menor e nem maior que aos que pensam diferente, tudo isso é o que poderíamos chamar de "sair do armário" saudavelmente, sendo que, o que passar disso, pode ser caricatural. (by Carlos Alberto Hang, palestrante)
Emanuel Milchevski, o Mano, venceu mais uma importante etapa do Big Brother Brasil 9, entrando definitivamente na casa do BBB e então participando efetivamente do jogo, o qual tem mais do que um milhão de reais como meta dos participantes, pois é uma alavanca de sucesso aos que souberem aproveitar esta oportunidade que a Rede Globo proporciona, conquistando o Brasil com sua postura ética e carismática. Foram, nada mais e nada menos, que 41% dos votos conquistados, mostrando grande aprovação do público pelo são-bentense. Mesmo sendo, a princípío, um grande risco ter ido direto para a "Casa de Vidro", a mesma proporcionou ao Mano foco mais personalizado das lentes e do público em geral, em comparação com os demais participantes que entraram direto no jogo. Familiares, amigos e galera animada de Joinville estiveram no Rio de Janeiro para apoiar ao Mano na sexta-feira passada, e a emoção e animação foi grande, como vemos em algumas imagens na cobertura especial de nossa coluna. Agora é apoiar e torcer pelo filho de São Bento do Sul e de Santa Catarina, pois o jogo está apenas começando...
Família do BBB: a belíssima irmã Tassi, a mãe Josi, o filho Lucas e o pai Tadeu e, ao fundo, o BBB Emanuel Milchevski fazendo um gesto de carinho pelos familiares.
Quem nunca se incomodou no cinema devido às pessoas presentes estarem com comportamentos inadequados? Pois bem, para evitarmos tais situações, apresentarei aqui algumas regras primordiais: deve-se observar os horários de programação, chegando pelo menos meia hora antes para que dê tempo de comprar algo que desejar para comer, sentar e se adequar ao ambiente, ficando mais calmo e pronto para apreciar a película. Atrasos são tão imperdoáveis quanto sair antes do término do filme, pois ambas as situações vem a incomodar e tirar a atenção de quem está no cinema. Poderá levantar-se somente para permitir a passagem doutras pessoas, e somente se for antes de iniciar a projeção do filme. Comprar ingressos antecipadamente é um bom negócio para agilizar a entrada e não ocorrerem atropelos em cima da hora. Caso tenha perdido o horário, paciência, pegue outra sessão. Caso não tenha gostado do filme, paciência, fique até o final pois os demais não tem nada a ver com isso. E caso tenha outro compromisso mais tarde, que questione antes o tempo de duração do filme e veja se poderá assumir os dois compromissos, caso negativo, paciência, escolha apenas um deles. Continuaremos na próxima coluna com este assunto... (by Carlos Alberto Hang, professor e consultor de etiqueta social)
Mehr Licht "O descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem ou de uma nação." (Oscar Wilde)