Projeto quer proibir fiscalização com radares em rodovias estaduais de Santa Catarina

Se aprovada, a medida vai impactar, por exemplo, na fiscalização da rodovia SC 477, em Canoinhas

Estado
11 de Fevereiro, 2019 615

Publicado em: 11/02/2019 às 22:03

O primeiro projeto apresentado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina em 2019 promete repercutir. De autoria do deputado Valdir Cobalchini (MDB), a proposta quer proibir o uso de radares móveis, estáticos e fixos nas rodovias estaduais.

- Tem condão puramente arrecadatório, já que não se presta a promover a educação preventiva dos motoristas, conforme preconiza o Código de Trânsito Brasileiro - disse o deputado sobre o uso dos equipamentos.  

Se aprovada, a SC-477, que liga Canoinhas à Papanduva será uma das impactadas no Planalto Norte. A proposta de Cobalchini vem dois meses depois de a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), responsável pela fiscalização das rodovias estaduais, implantar vários pontos de monitoramento em Santa Catarina

O especialista em trânsito Fábio Campos se mostra contrário a proposta. Para ele, os radares são parte importante do conjunto de segurança das estradas que engloba também a boa formação dos motoristas. 

- Não tem que se excluir, mas cobrar para que sejam instalados onde realmente é necessário - defende. 

Se aprovada, a proposta irá contra o que prevê o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), aponta a especialista Márcia Pontes. Ela defende que os parlamentares deveriam fiscalizar a boa aplicação dos recursos obtidos na fiscalização das infrações e não manter o discurso da indústria da multa.  

- Se aprovada, os deputados que votarem favoráveis terão sangue nas mãos. A fiscalização por si só já não dá conta, imagina se tirar o pouco que tem - lamenta. 

PMRv realiza enquente 

Pela internet, a PMRv realiza uma enquete com a seguinte pergunta: você é favorável à utilização de radares fixos para controle de velocidade nas Rodovias Estaduais? Até o momento 2266 votos foram contabilizados.

Destes, 868 (38%) são favoráveis, mas desde que sejam instalados de forma visível e com a sinalização instalada conforme a legislação e em pontos onde realmente ocorrem os acidentes.

Outros 789 (34%) votos são totalmente contra o uso dos equipamentos. A justificativa é de que tem caráter meramente arrecadatório e não contribui para a segurança no trânsito. A enquete está disponível no site a Polícia Militar Rodoviária de Santa Catarina.



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