Júri condena ex-vereador de Calmon a 18 anos de prisão por homicídio

Cloreni de Almeida, o Nerizinho, foi condenado como principal mandante do crime que matou Amélia Bertotto.

Planalto Norte
1º de Abril, 2019 2.198

Publicado em: 01/04/2019 às 09:30


Em 2015, os executores do homicídio e o outro mandante já haviam sido condenados .
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da comarca de Caçador condenou o ex-vereador de Calmon Cloreni de Almeida, conhecido como Nerizinho, a 18 anos e 9 meses de prisão em regime inicialmente fechado nesta terça-feira (26/3). A sentença se dá pelo crime de homicídio duplamente qualificado da prestadora de serviços de transporte escolar Amélia Bertotto, por recurso que impossibilitou a defesa da vítima e por motivo torpe.

 O crime ocorreu em setembro de 2012, na comunidade São João de Cima, no município de Calmon. Na ocasião, a vítima  estava sozinha em casa quando foi atingida por um tiro no rosto e morreu na hora. Um adolescente chegou ao local no momento que os criminosos fugiam e também foi baleado. Ele foi conduzido ao hospital Maicé, em Caçador, e sobreviveu.

A Promotora de Justiça  Luciana Leal Musa demonstrou aos jurados que o crime foi motivado por disputas político-eleitoreiras e ocorreu a pedido de Cloreni, na época vereador de Calmon, que teria pago pelo serviço. Todas as teses do MPSC foram acatadas pelos jurados. Cloreni chegou a ser impronunciado (o juiz negou o prosseguimento da ação penal) em primeira instância, mas a decisão foi revertida no Tribunal de Justiça. 

O júri desta terça-feira julgou os últimos dois réus do caso, de um total de cinco. O ex-vereador de Calmon foi condenado como principal mandante do crime. E a pedido do próprio Ministério Público, em plenário, o outro réu, Valdecir Budal, foi absolvido por falta de elementos que comprovassem sua participação no crime.  Em 2015, o primeiro júri sobre o caso condenou os dois executores do homicídio e o outro mandante. 

Cloreni poderá recorrer em liberdade. Na defesa, atuou o Advogado Claudio Gastão Filho, e o Juiz Presidente do Conselho de Sentença foi  Gilberto Killian dos Anjos.  


Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC.

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