Governador de Minas propõe a legalização dos jogos para criar empregos e gerar lucro

Durante uma palestra na Brazil at Silicon Valley, Romeu Zema, governador de Minas Gerais, falou sobre as possibilidades da liberação dos jogos de azar. Ele também se mostrou impotente perante a rigidez burocrática no país.

Brasil
22 de Abril, 2019 613

Publicado em: 22/04/2019 às 14:58

A Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, reuniu brasileiros para discutir assuntos econômicos que podem ser vantajosos para o Brasil. Durante o evento chamado de Brazil at Silicon Valley, em Palo Alto, muitos nomes conhecidos participaram de palestras e painéis.

Um deles foi Zema, que falou sobre as dificuldades que seu governo enfrenta atualmente e as medidas que podem favorecer a economia a longo prazo. Junto ao governador estava presente Eduardo Mufarej e Ron Bouganim, nomes fortes e experientes em administração de empresas.

Segundo Zema, é difícil trabalhar e receber a aprovação de um sistema tão burocrático e negligenciado. Ele explicou que muitas oportunidades podem surgir de novos negócios, mas dependem de leis antigas e desatualizadas, que por vezes levam anos para uma pequena abertura.

Umas das iniciativas mais faladas foi o benefício da liberação dos jogos de azar. No final de 2018, a loteria esportiva foi liberada e com ela a expectativa aumentou sobre as demais práticas do mesmo nicho.

Na palestra ele explicou os pontos positivos e financeiros de tal regulamentação. O turismo será beneficiado com novos interessados em visitar o país, a maioria deles com alto poder aquisitivo.

Economicamente os impostos tendem a gerar milhões, vindos das transações desses estabelecimentos comerciais. A geração de emprego será alavancada com a criação de novos cargos e vagas indiretas.

Mas para que isso ocorra muito terá que ser feito, principalmente no que diz respeito a opinião dos demais políticos brasileiros e as medidas tomadas por eles.

Os políticos brasileiros aliados da liberação

Já no Brasil, durante um encontro da OAB (Ordem dos Advogados Brasileiros), a discussão sobre o tema gerou diversas opiniões. Seguindo o tema apontado por Zema, Marco Navega, presidente da FCVB do Rio de Janeiro, apontou que o maior prejudicado com esta demora é o próprio pais.

Já o defensor absoluto da ideia e presidente do Instituto Brasileiro Jogo Legal, Magnho José, foi bem claro quanto ao seu ponto de vista.

?É inconcebível que uma atividade que movimenta cerca de 19 bilhões de reais por ano no país não tenha uma contrapartida para o Estado e a sociedade por falta de regulamentação?.

Todos esses especialistas apontam um crescimento considerável no PIB, principalmente com as empresas estrangeiras interessadas em abrir sedes por aqui. Uma das investidoras que apontam esse empenho é a Betmotion.

A empresa é uma grande conhecida dos jogadores virtuais e pretende abrir um estabelecimento físico e adaptar suas operações para esse público diferenciado. Ela trabalha com total transparência e uma rígida conduta na relação com cada um de seus clientes.

Por enquanto, esses jogadores terão que continuar somente com as apostas por meio de instituições sediadas fora do Brasil, que atuam diante das regras de outros países.


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