JBS admite investigação da PF, mas nega e repudia adulteração de produtos

Frigorífico diz que teve 3 fábricas averiguadas pela Polícia Federal e reforça que apoia a apuração e punição de práticas irregulares.

Sul do Paraná
17 de Março, 2017 1.008

Publicado em: 17/03/2017 às 14:51

JBS admitiu que três de suas fábricas foram alvo da operação Carne Fraca da Polícia Federal nesta sexta-feira (16), mas negou qualquer prática de adulteração em seus produtos.

Em nota, a empresa confirmou que a ação atingiu duas filiais no estado do Paraná e uma em Goiás.

"Na unidade da Lapa (PR) houve uma medida judicial expedida contra um médico veterinário, funcionário da Companhia, cedido ao Ministério da Agricultura", dizia o texto.

A JBS afirmou ainda que todas as suas subsidiárias "atuam em absoluto 
cumprimento de todas as normas regulatórias em relação à produção de alimentos no país e no exterior" e que apoia punições a irregularidades.
O frigorífico reforçou que adota padrões de qualidade rigorosos e que possui diversas cerrificações que comprovam suas boas práticas.

"A companhia repudia veementemente qualquer adoção de práticas relacionadas à adulteração de produtos – seja na produção e/ou comercialização", afirmou.

Carne vencida

A operação Carne Fraca apura o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos.

Os investigados venderiam carne vencida e até mesmo usariam substâncias cancerígenas para maquiar o cheiro de produto podre.
A Polífica Federal cumpre 309 mandados judiciais em seis estados e no Distrito Federal. Segundo o órgão, é a maior operação já realizada pela no país, em números.

Além da JBS, que é dona de marcas como Friboi, Seara e Swift, é apurado o envolvimento da BRF, dona da Sadia e Perdigão, além de frigoríficos menores, como Mastercarnes, Souza Ramos e Peccin, do Paraná, e Larissa, que tem unidades no Paraná e em São Paulo.
A Central de Carnes Paranaense, dona das marcas Master Carnes, Souza Ramos e Novilho Nobre, esclareceu em nota que recebeu a visita dos policiais nesta sexta-feira, mas que nenhum de seus funcionários foi detido.

A empresa disse que está colaborando com as investigação, que classifica como "de suma importância para uma concorrência leal do mercado" e que está comprometida "com a verdade e com a ética".

"É importante que se desvincule a ideia de que todas as empresas investigadas pela polícia de fato adulteram e/ou burlam a lei", ressaltou.
O G1 também entrou em contato com as companhias BRF, Peccin e Larissa, mas não obteve retorno.

Veja a íntegra da nota da JBS:
"Em relação a operação realizada pela Polícia Federal na manhã de hoje, a JBS esclarece que não há nenhuma medida judicial contra os seus executivos. A empresa informa ainda que sua sede não foi alvo dessa operação.

A ação deflagrada hoje em diversas empresas localizadas em várias regiões do país, ocorreu também em três unidades produtivas da Companhia, sendo duas delas no Paraná e uma em Goiás. Na unidade da Lapa (PR) houve uma medida judicial expedida contra um médico veterinário, funcionário da Companhia, cedido ao Ministério da Agricultura.

A JBS e suas subsidiárias atuam em absoluto cumprimento de todas as normas regulatórias em relação à produção e a comercialização de alimentos no país e no exterior e apoia as ações que visam punir o descumprimento de tais normas.

A JBS no Brasil e no mundo adota rigorosos padrões de qualidade, com sistemas, processos e controles que garantem a segurança alimentar e a qualidade de seus produtos. A companhia destaca ainda que possui diversas certificações emitidas por reconhecidas entidades em todo o mundo que comprovam as boas práticas adotadas na fabricação de seus produtos.

A Companhia repudia veementemente qualquer adoção de práticas relacionadas à adulteração de produtos – seja na produção e/ou comercialização - e se mantém à disposição das autoridades com o melhor interesse em contribuir com o esclarecimento dos fatos."

FONTE: G1.SC

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