Ex-prefeito e vereador mandaram matar prefeito eleito de Piên, diz polícia

Crime aconteceu em dezembro de 2016, na PR-420. Gilberto Dranka e Leonides Mahs foram presos nesta terça-feira (31).

Sul do Paraná
03 de Fevereiro, 2017 1.505

Publicado em: 03/02/2017 às 16:23

O ex-prefeito de Piên, município da Região Metropolitana de Curitiba, é suspeito junto com o presidente da Câmara Municipal ter mandado matar o prefeito eleito, de acordo com a Polícia Civil. O crime aconteceu em dezembro de 2016. O ex-prefeito Gilberto Dranka (PSD) foi preso na manhã desta terça-feira (31).

Loir Dreveck (PMDB) foi baleado por um motociclista quando viajava com a família para Santa Catarina. Ele chegou a ser internado, mas morreu três dias depois.

Para fugir da polícia, Gilberto Dranka se escondeu no forro da mansão em que mora. Um vídeo da Polícia Civil mostra o momento em que o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) encontrou o político.

O motoqueiro suspeito de ter atirado em Loir Dreveck também está detido na capital paranaense. Amilton Padilha, de 29 anos, estava em uma cadeia em Santa Catarina, preso por roubo, mas, foi transferido para o Paraná.

Outra pessoa que foi detida nesta terça é o dono de uma oficina mecânica. Orvandir Pedrini é considerado o responsável por contratar o motoqueiro.

Mandantes

Segundo a polícia, Orvandir Pedrini afirmou em depoimento que o crime foi encomendado não só pelo ex-prefeito, mas também pelo atual presidente da Câmara de Vereadores, Leonides Maahs (PR).
A princípio, Leonides Maahs tinha um mandado de condução coercitiva contra ele, tendo apenas que prestar depoimento. Entretanto, acabou preso em flagrante por porte ilegal de munição.

Com a declaração de Orvandir Pedrini, um novo pedido de prisão por suspeita de envolvimento no assassinato será feito. De acordo com a polícia, como pagamento pelo crime, o motoqueiro teria ficado com um carro e R$ 10 mil.

Orvandir Pedrini tinha a promessa de contratos com a Prefeitura de Piên. Para a polícia, foram desavenças políticas que motivaram o crime.
O Secretário de Segurança Pública do Paraná, Wagner Mesquita, informou ainda que outra pessoa, parecida com o prefeito Loir Drêvek, pode ter sido morta antes dele a mando do grupo, por engano.

Na época do crime, o então prefeito Gilberto Dranka divlugou uma nota lamentando a morte. Ele disse: "é uma grande perda para nosso município, toda a cidade está desolada e torcemos para que logo descubram quem foi o autor desta barbárie, minhas condolências à toda a família".

A RPC não conseguiu o contato com as defesas de Amilton Padilha, Orvandir Pedrin e Leonides Mahs. Já o advogado do ex-prefeito Gilberto Dranka, Claudinei Szymczak, negou as acusações.

O crime

O crime ocorreu enquanto Dreveck viajava para Santa Catarina, pela PR-420, no dia 14 de dezembro. Ele estava em um carro da prefeitura, com a família, quando foi surpreendido pelo motociclista, que disparou contra ele.

O prefeito foi atingido na cabeça e encaminhado em estado grave ao Hospital e Maternidade Sagrada Família, em São Bento do Sul (SC).
Depois, foi transferido para o Hospital São José, de Jaraguá do Sul, no mesmo estado, onde permaneceu internado até a morte.
À época, o delegado responsável pelo caso, Sérgio Luiz Alves, já tinha descartado a possibilidade de assalto. "O motociclista que efetuou os disparos não fez qualquer anúncio de roubo, apenas atirou e fugiu", declarou.

Fonte G1

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