Operação da Gaeco mira rede de postos Delta

Sul do Paraná
03 de Novembro, 2017 1.100

Publicado em: 03/11/2017 às 11:31

Atualizado em: 03/11/2017 às 11:34

O Ministério Público do Paraná por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), cumpriu na manhã da última quinta-feira (26), mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva em operação que investiga a falsificação de documentos e laudos para licença de postos de combustíveis do grupo empresarial Stang.

Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em residências, escritórios e sedes de empresas nas cidades de Francisco Beltrão e Nova Esperança do Sudoeste. Nos locais foram apreendidos documentos, computadores, celulares, armas de fogo e munições. Duas pessoas foram presas em flagrante por posse de arma de fogo de armas e munições.

A investigação apura o uso de laudos falsos de análise de efluentes (caixa separadora de água e óleo) e de água (poços de monitoramento) para que diversos postos de combustível, todos pertencentes ao mesmo grupo, conseguissem obter  ou renovar licenças necessárias à operação, inclusive ambiental. Os postos estão localizados em cidades do Paraná e Santa Catarina.

O grupo Stang é proprietário dos Postos Delta e da empresa de lixo Sabiá Ecológico Ltda., já investigada por suspeita de irregularidades em licitações em diversas prefeituras do Paraná, entre outros negócios. O  grupo Vigilante da Gestão fez levantamento de diversas atividades do grupo, detectando inclusive que havia uma empresa, em Umuarama, que era usada para fornecer orçamentos em licitações, mas não operava.

Ao longo dos últimos ano, o Grupo Stang se especializou na compra de postos de combustíveis no Estado do Paraná e Santa Catarina, muitos dos postos possuíam diversos problemas ambientais, que logo passaram por reforma e operam normalmente. Dentre as empresas consta uma distribuidora de combustíveis em Araucária.

As investigações do GAECO chegaram a fraudes em laudos técnicos para legalizar o licenciamento dos postos e pode haver suspensão da comercialização, com pedido para lacrar as bombas por não observar as leis e colocar a saúde da população em risco.

Com informações de Umuarama News

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