Artigo: Tema de casa ou de todas as horas?

Por Julmir Cecon

REVISTA | Variedades
06 de Março, 2018 3.078

Publicado em: 06/03/2018 às 10:32

O futuro é uma intrigante travessia do tempo atual. Engano que seja do ?DEPOIS!? É uma caminhada em nós mesmos, no agora; uma vasculha na qual a gente até se sente incomodado, com dor aqui, dor ali, ou angustiado. Às vezes, alegre. Isso depende!

O futuro não passa de um repintar do pensamento, uma tentativa de reinvenção. Nessa análise a gente pode (ou não), se desaprovar por alguns instantes, imaginando que um novo ?EU? nasça. E de fato, nasce! Às vezes, não continua vivo! Então, lúcidos ou em frangalhos, a gente se apresenta (de novo) aos próprios espelhos, para ver ?SE AGORA VAI?. É um parto para uma outra viagem, por outra estrada ainda não experimentada. Se há abismos? Só indo até lá para saber.


O futuro é uma força interna de (re)temperar ou (re)cozinhar aquilo que, por alguma razão, não serve mais. Antes disso, vem o começo do fim de algo, onde para ?revestir?, antes temos que ?despir? crenças. Ou seria um despedir-se delas? No entanto, esse futuro sempre será um processo sem fim, de acreditarmos no abstrato que nos governará doravante, até se tornar, um FATO. É a vida olhando as suas sombras, agarradas até então numa espécie de bocejo de retrocesso. Daí, a gente se pergunta: ?Por que não comecei isso antes??. Fácil: porque nesse ANTES, a gente não se sonhava, nem víamos o nosso próprio avesso.

 
Rascunhar o futuro é uma paixão por ideias cruas e nuas, ainda intocáveis. É um fogo que arde para mudanças e que, só gera calor se a gente dá o primeiro passo. Logo! Assim, por incrível que pareça, esse logo já se torna passado numa fração de segundos, porque já o degustamos.

- Que coisa sem graça, durou tão pouco a caminhada pela passarela?

- Hummmm... e não era tão longa, nem perigosa quanto eu pensava!

- Já cheguei do outro lado e, se depender da faminta intuição, já é hora de um novo pensar!.

 ?Calma, espere um pouco?, é o que dissemos a nós mesmos.

- Nem saboreei esse ?agora de agora? e quero um ?novo de novo?? Sim, somos bem assim!

Sozinho ou junto, a gente caminha sempre rumo a esse futuro, com ou sem clareza, tateando a incerteza, beliscando o instinto, na linha reta ou torta, até dar em outro labirinto. Então, aquelas setas não servem mais. Lógico, são os novos questionamentos que surgem. Aceitemo-los com paciência, afinal, o nosso ?Eu? de agora, jamais será como ANTES. Isso ajuda a apagar os pré-julgamentos, nossos e dos outros.  Com um pouco de resiliência, a gente acaba rindo da história que recém se foi e acariciamos glórias que ainda nem vieram. No fundo, esse tal futuro é uma antecipação de uma vitória, de um jogo que só recomeçou.

O negócio é, então, criar foco em algo e sentir (intuição) isso dentro de nós, ou seja, visualizar-nos de forma positiva naquilo que queremos e nos mover de imediato naquela direção, tornando o presente mais leve e fácil. O restante, a vida se encarregará de nos entregar, no seu tempo certo.

De alguma forma, o futuro ROMPE, enterra, resgata e nos convoca para a reaprendizagem. Queres uma vaga nessa aula? Matrículas abertas, afinal, não somos imortais, por mais que alguns assim se auto julguem. Façamos logo o tema de casa. Que é de todas as horas!

·         Julmir Cecon, assessor de imprensa Cooperalfa, palestrante, escritor.

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