BR 280 que liga Mafra a Canoinhas será privatizada neste ano

União está sem dinheiro para manutenção

Canoinhas
17 de Março, 2018 5.324

Publicado em: 17/03/2018 às 18:54

O Governo federal diz que a duplicação da BR 280 não será possível e que não tem verbas nem para manutenção e tapa-buracos. A saída foi anunciar a privatização da BR-280, que liga Porto União ao litoral do Estado, passando por Canoinhas e Mafra. 

A informação foi publicada no jornal O Estado de S.Paulo neste domingo, 11 e confirmadas nesta segunda-feira pelo diretor-geral do Dnit, Valter Casimiro. O governo vai oferecer trechos de rodovias à iniciativa privada em troca de manutenção e reparos. O orçamento do Dnit encolheu de R$ 9 bilhões, em 2017, para R$ 8,2 bilhões neste ano.

 
Pela proposta, as empresas ficariam responsáveis por operações simples de tapa-buracos, cortes de vegetação e sinalização de rodovias, sem precisar investir quantias bilionárias em duplicações e obras de grande porte. Em troca, cobrariam pedágio.

O jornal apurou que os primeiros editais ficam prontos em até 60 dias, para entrar em consulta pública entre abril e maio. Inicialmente serão licitados três lotes, cujos trechos somam 1 mil km de extensão, nenhum deles no Sul. São estradas que já estão prontas e receberam obras recentes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Em junho, os editais devem ser enviados ao Tribunal de Contas da União (TCU), para licitação no segundo semestre.

O estado precário de boa parte das estradas brasileiras é considerado um entrave até para o crescimento econômico. Segundo pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), divulgada no final do ano passado, 61,8% das rodovias nacionais são consideradas regulares, ruins ou péssimas.

Hoje esse trabalho de manutenção é realizado exclusivamente pelo Dnit, órgão do Ministério dos Transportes responsável por cuidar dos 55 mil quilômetros de estradas federais do País, mas que tem orçamento cada vez menor.

Ao repassar parte dessa malha para o setor privado, o governo quer aliviar a pressão sobre o orçamento e concentrar os recursos do Dnit em obras, em vez de reparos e manutenção.

Os ?contratos de gestão? das estradas terão prazo de dez anos e serão fiscalizados pelo próprio Dnit, em vez de serem repassados para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que gerencia as tradicionais concessões de rodovias federais.

SBCsul

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