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Professor pega 26 anos de cadeia por crimes de pedofilia em Monte Castelo

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O professor Adão Adelino Lemos que atuava em Monte Castelo foi condenado pela Justiça da Comarca de Papanduva a cumprir pena privativa de liberdade de 26 anos e oito meses de reclusão a ser cumprida inicialmente em regime fechado, pela prática de estupro de vulnerável (crianças), crime previsto nos artigos 217-A c/c 226, II, na forma do art. 71, todos do Código Penal.

 

O acusado foi preso preventivamente em julho deste ano depois que várias denúncias de pedofilia começaram a chegar ao conhecimento das autoridades policiais de Monte Castelo.

 

O professor atuava como instrutor de música e também como professor na rede municipal e estadual naquela cidade. Ele também coordenava um coral de crianças junto a Paróquia Católica de Monte Castelo.

 

Depois que o caso se tornou conhecido, vários pais procuraram a delegacia para denunciar que seus filhos também teriam sido abusados pelo professor. O caso chocou a comunidade de Monte Castelo, cidade de pequeno porte com pouco mais de 8 mil habitantes localizada no Planalto Norte Catarinense, já que o acusado era uma pessoa bem relacionada na comunidade, com envolvimento em movimentos religiosos e culturais.

 

Uma manifestação pedindo a liberdade do professor com a presença de amigos e familiares chegou a ser realizada na frente do Fórum de Papanduva, porém a Justiça local não relaxou a sua prisão.

 

O professor ainda pode recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça, porém o juiz de 1º grau deixou de conceder o direito dele recorrer em liberdade, tendo em vista que o mesmo permaneceu segregado durante toda a instrução processual e ainda por vedação legal contida na lei dos crimes hediondos (Lei 8.072/90).

 

VEJA ABAIXO A ÍNTEGRA DA SENTEÇA PUBLICADA NO SITE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA

 

À vista do exposto, julgo PROCEDENTES os pedidos constantes na denúncia para o fim de CONDENAR o acusado ADÃO ADELINO LEMOS ao cumprimento de pena privativa de liberdade de 26 (vinte e seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão, por violação ao disposto nos arts. 217-A c/c 226, II, na forma do art. 71, todos do Código Penal.

 

Condeno o acusado ao pagamento das custas processuais. Deixo de conceder ao acusado o direito de recorrer da sentença em liberdade, tendo em vista que permaneceu segregado durante toda a instrução processual e, ainda, por vedação legal contida no art. 2 1, da Lei n. 8.072/90. P. R. I. (acusados e vítimas pessoalmente).

 

Transitada em julgado: Lance-se o nome do réu no rol dos culpados; Comunique-se a Justiça Eleitoral e à Corregedoria-Geral da Justiça; e, Forme-se o Processo de Execução Criminal. 07/11/2012 Concluso para sentença.

 

09/11/12

 

link do processo:

 

http://esaj.tjsc.jus.br/cpo/pg/searc h.do?paginaConsulta=1&localPesquisa.cdLocal=47&cbPesquisa=NUMPROC&tipo NuProcesso=SAJ&numeroDigitoAnoUnificado=&foroNumeroUnificado=&dePesqui saNuUnificado=&dePesquisa=047.12.001243-6&pbEnviar=Pesquisar

 

Fonte: TJSC



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