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Hacker é condenado a prisão

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Na última quarta-feira a Justiça condenou a 11 anos de prisão José Carlos Cabral, 23 anos. No mundo virtual ele era conhecido pelo apelido AshCatium.

 

Ele está preso desde agosto de 2006, na sede da Polícia Federal, em Florianópolis. É acusado de liderar quadrilha que cometia crimes pela internet.

 

O grupo teria desviado cerca de R$ 6 milhões de diversas contas bancárias espalhadas pelo país. Outras pessoas também foram condenadas, inclusive os pais do rapaz, Shirlei e João Cabral. Cada um deles terá de cumprir 8 anos e 6 meses.

 

A sentença é do juiz Rodrigo Tavares Martins, da Primeira Vara de São Bento do Sul. Ele não quis se manifestar sobre o caso, pois o processo corre em segredo de Justiça. Já o advogado Arão dos Santos, que defende a família Cabral, limitou-se a dizer que vai recorrer da decisão.

 

“O processo está em segredo de justiça, por isso não gostaria de me manifestar, mas vamos recorrer”, disse.

O caso veio à tona em fevereiro de 2005. José Carlos foi preso em casa, acusado pelos desvios milionários. Testemunhas do caso disseram, na época, que AshCatium conseguia as senhas das contas correntes das vítimas e transferia dinheiro para as contas de laranjas espalhados por diversos locais do país.

 

Para lavar o dinheiro, simulava compras na própria internet. Em maio do mesmo ano ele foi solto pela Justiça, para responder em liberdade às acusações.

Em agosto do ano seguinte, novamente policiais federais foram à casa da família Cabral, e na operação AshCatium 2 prenderam além do rapaz, seus pais. De acordo com as investigações, ele continuava a movimentar dinheiro de correntistas por meio da internet.

 

Os pais dele foram acusados de emprestar as contas bancárias para receber os valores das transações ilegais. Segundo as investigações, José Carlos é o líder do grupo que agia em diversos pontos do Brasil. Bens em nome do rapaz e dinheiro nas contas da família foram apreendidos pela Justiça.

 

entenda o caso

Janeiro de 2005

 

No final do mês a Polícia Federal prende pela primeira vez o jovem são-bentense, José Carlos Cabral. Na época, com 19 anos, foi denunciado por um amigo. O autor da denúncia tornou-se a principal testemunha da polícia no caso. Para revelar as atividades ilícitas do até então amigo, alega que ficou com medo de ser incriminado junto com ele, pois havia emprestado seu computador para Cabral. Disse que começou a suspeitar em agosto de 2004, e em dezembro resolveu procurar o gerente de uma agência bancária em São Bento para fazer a denúncia. A partir daí a PF foi acionada.

 

2 de Fevereiro de 2005

 

A mãe do rapaz, Shirlei Cabral, em entrevista, disse que não acreditava que o filho pudesse ter desviado R$ 6 milhões pela internet.

 

7 de Fevereiro de 2005

 

Polícia confirma que AshCatium é considerado um dos maiores hackers do Brasil, acusado por desviar mais de R$ 6,7 milhões de contas bancárias pela internet.

 

15 de Fevereiro de 2005

 

Cabral presta depoimento à polícia.

 

21 de Fevereiro de 2005

 

Justiça nega primeiro hábeas corpus ao rapaz.

 

18 de Março de 2005

 

Advogado do rapaz ingressa com segundo pedido para liberta-lo.

 

3 de Maio de 2005

 

Shirlei Cabral divulga carta onde pedia para ser presa junto com o filho. No documento, alegava sofrer de doenças graves e queria passar seus últimos dias ao lado de Cabral, nem que fosse na prisão.

 

5 de Maio de 2005

 

Justiça volta a negar pedido de liberdade.

 

31 de Maio de 2005

 

AshCatium é solto pela Justiça, mas o processo não foi encerrado.

 

2 de Agosto de 2006

 

Operação AshCatium 2 da Polícia Federal prende novamente o rapaz e também seus pais.

 

6 de Fevereiro de 2008

 

Justiça condena José Carlos a 11 anos de prisão e seus pais a 8 anos e seis meses.

 

12/02/08 - 10h15min

 

Fonte: Ideias not.



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