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Safra de fumo pode atingir quebra de 10%, estima Afubra

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Problemas climáticos vão gerar prejuízos para fumicultores

 

A Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) estima uma quebra de cerca de 10% na safra de tabaco 2008/2009.

 

O número foi calculado depois que os coordenadores e inspetores das 14 microrregiões visitaram os produtores dos três Estados do Sul do Brasil e fizeram um comparativo entre a produtividade média por hectare da safra passada com a atual safra.

 

“A estimativa de quebra de 15% que tínhamos no final de novembro não está mais correta, pois o tabaco do tarde recebeu chuvas que fazem com que a produtividade tenha uma melhora”, explica o presidente da Afubra, Benício Albano Werner.

O presidente apenas lamenta que, com a chuva também ocorreram incidências de granizo, o que poderá prejudicar os números da safra. “A maioria das regiões está terminando a colheita.

 

Mas, temos regiões que estão na metade e, nesta fase da planta, o granizo traz grandes prejuízos. Quando é no início da safra, e o tabaco está em fase de desenvolvimento, a própria planta se encarrega de trazer uma certa melhora na produtividade”, exemplifica Werner.

Até sábado (10) a Afubra contava com 28.535 lavouras atingidas pelo granizo na atual safra, nos três estados. Os temporais de sábado e domingo, que atingiram o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná aumentaram este número para 31 mil lavouras.

PREÇO DO FUMO

A negociação do preço do fumo para a safra 2008/2009 deve ter sua segunda rodada de negociações na próxima semana. “Depois da reunião realizada na metade de dezembro, ficou definido que iríamos nos reunir novamente a partir do dia 19 de janeiro.

 

Esta semana iremos entrar em contato com as demais federações que representam os fumicultores para estabelecermos a data da reunião, que ocorrerá em Santa Cruz do Sul”, diz o presidente.

Sobre a comercialização do produtor, o presidente da Afubra diz que as empresas fumageiras já estão comprando. “Temos conhecimento que a Souza Cruz e a Alliance estão praticando 10% sobre a tabela da safra passada.

 

Todo produto comercializado antes da definição da tabela para a atual safra, terá uma nota fiscal complementar com a diferença do valor praticado e do valor final, definido pelas indústrias e a comissão representativas dos fumicultores”, informa Werner.

 

13/01/09 - 09h23min

Fonte: Portal Rural



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