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Jornalista lança documentário sobre empregadas domésticas

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O jornalista Paulo Henrique de Moura lança na próxima quarta-feira (25), o documentário “Domésticas para vida: quando o trabalho é na casa do outro”, no Café e Cultura que fica no Centro de Cultura Popular (Mercado Velho).

 

O documentário mostra o dia-a-dia de três empregadas domésticas de Itajaí, suas dificuldades, sonhos e realizações. Serão duas exibições: às 20 horas e as 20h30. A entrada é gratuita.

 

Em 2007 o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) apontou a existência de mais de 06 milhões de empregadas domésticas em todo o país. Este índice representa 20% de toda a força de trabalho ativa do setor feminino no Brasil.

 

As pesquisas revelaram ainda que as empregadas domésticas formam no país, um exército de quase cinco milhões de mulheres – apenas 6,84% são homens. Segundo a pesquisa, 61% delas não têm o ensino fundamental completo, estudam pouco, são de famílias pobres e costumam migrar para as grandes cidades em busca de uma vida melhor.

 

“Domésticas para vida: quando o trabalho é na casa do outro” é sobre três mulheres que moram a menos de 20 minutos de distância uma da outra. Apesar de trajetórias diferentes, elas têm em comum a profissão: são empregadas domésticas.

 

Um trabalho que não é visto como uma carreira a ser seguida, mas uma sina, algo que o destino reserva para algumas pessoas. “Domésticas para vida: quando o trabalho é na casa do outro” não retrata as empregadas como vítimas, e sim como pessoas que exercem essa atividade porque precisam e outras porque gostam dela.

 

Mostra ainda, que merecem reconhecimento pelo trabalho que desempenham.

 

No documentário (trabalho de conclusão de curso do jornalista) as empregadas domésticas são as protagonistas da história. É para elas que as câmeras e a nossa atenção se voltam.

 

Por meio das personagens Solange, Rose e Lourdes, o espectador entra no universo do trabalho doméstico para conhecer a luta, os preconceitos e as dificuldades que enfrentam no dia a dia para terem seus direitos reconhecidos.

 

Para Cláudia Mesquita, doutora em comunicação e estética do audiovisual pela USP e autora do livro “Filmar o Real: sobre o documentário brasileiro contemporâneo”, “Domésticas para vida: quando o trabalho é na casa do outro”, “trata-se de um filme que parte de um critério temático para a partir dele, selecionar as pessoas que serão filmadas e se transformarão em personagens.

 

Isso permite uma certa concentração espaço-temporal (a chamada “cena”, a unidade de espaço e tempo) o que nos faz aprender não apenas a fala de cada personagem, mas o seu ambiente, o seu modo de se vestir, seus gestos, a atuação em casa e no trabalho.

 

Cada uma é uma; cada uma corresponde a um bloco dentro do filme e cabe a nós, se pudermos e quisermos, estabelecer comparações entre elas”.

21/03/09 - 10h27min

Fonte: Henrique de Moura



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