
Manifestantes vão fechar as entradas das cidades gêmeas do Iguaçu
Três das principais ligações rodoviárias com o Sul do País estarão bloqueadas hoje, no período da manhã. Das 9h às 13h, a BR-476, a BR-153 e a rodovia catarinense BR-280 ficarão fechadas.
Moradores das cidades gêmeas de Porto União e União da Vitória vão realizar nesta quinta-feira uma manifestação de protesto contra fiscalização ambiental que começou na segunda-feira e prendeu o maior madeireiro das duas cidades, o empresário Nego Forte.
Os manifestantes planejam impedir o tráfego de veículos nos acessos das duas cidades. A Polícia Rodoviária Estadual já foi comunicada da manifestação e deverá marcar presença no local, mas não vai impedir o protesto. A manifestação coincide com a visita do Ministro Carlos Minc à região.
Visita do Ministro
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, estará hoje em União da Vitória para acompanhar o trabalho de fiscalização da Operação Angustifolia, que está sendo feita em 145 locais onde há suspeita de prática de crime ambiental no interior do estado.
A visita à cidade de União da Vitória, onde a operação está baseada, estava programada inicialmente para a segunda-feira (25) , mas teve de ser adiada em razão do mau tempo. Segundo a Polícia Federal (PF), ainda não está confirmado o horário para a chegada de Minc. Um helicóptero do Exército brasileiro foi reservado para que o ministro sobrevoe as áreas onde são feitas as vistorias.
Na ocasião, Minc será acompanhado do superintendente da PF no Paraná, Maurício Valeixo, e do secretário estadual da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, que devem conceder entrevista coletiva sobre a operação.
Crimes Ambientais
A operação Angustifolia – referência ao nome científico do pinheiro Araucária – se concentra em 14 cidades paranaenses e conta com um efetivo de 223 agentes de seis estados brasileiros.
Há agentes da PF, do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama), do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e da Força Verde da Polícia Militar (PM).
O foco do trabalho é verificar denúncias de desmatamento e outros delitos ambientais. Os trabalhos começaram na madrugada de segunda-feira. Até agora, foi feita uma prisão, a interdição de um picador de madeira nativa e foram lavrados sete autos por crimes ambientais.
A previsão é de que os trabalhos da força-tarefa, que podem ser expandidos para outras cidades da região, durem pelo menos duas semanas.
28/05/09 - 08h42min
Fonte: Portal de Canoinhas