
Foto : UnC
Na última quarta-feira (02), diretores locais da Universidade do Contestado, reitoria e representante do Ministério Público estiveram reunidos para dar continuidade ao processo de unificação da UnC. Na pauta da assembléia estava a transferência do patrimônio da unidade Canoinhas à UnC e a extinção da Fundação Universitária.
Com a junção dos cinco campi em uma unidade administrativa, vários trâmites da Instituição vão ser modificados. Diante de coordenadores de curso, professores, colaboradores e acadêmicos foi realizada a reunião que celebrou mais uma etapa do processo de unificação da Universidade, tornando públicas as informações referentes à união dos campi.
As mudanças foram aprovadas por unanimidade. A realização das assembléias para deliberação fecha o ciclo para que a unificação realmente aconteça. A partir de agora, com um novo estatuto aprovado, iniciam as mudanças da gestão da Universidade. Com a mudança, os campi de Concórdia, Caçador, Mafra, Curitibanos e Canoinhas estarão inscritos por apenas um Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e um Conselho Curador, único e formado por pessoas sem vínculo com a Universidade, é que será a instância máxima da Fundação Universidade do Contestado.
Além do Conselho Curador integrante da Fundação UnC, a nova estrutura organizacional contará com as figuras do reitor e dois vice-reitores, sendo um de Ensino e outro de Administração e Planejamento. Em cada unidade estará presente os pró-reitores de campus.
“A unificação virá para regularizar a situação jurídica da Universidade do Contestado, que estará sob os preceitos da legalidade, transparência e economicidade”, garante o Diretor Presidente da unidade de Canoinhas, Hamilton Wendt. Para ele, a união das cinco unidades é a melhor opção para garantir que estes preceitos sejam seguidos. De acordo com Wendt, em 2006 foram apontadas as incongruências jurídicas nos estatutos que regem as Instituições.
A partir daí, iniciou-se uma ação em conjunto com os campi da UnC e o Ministério Público para adequar a Instituição ao Código Civil. “Nós, como gestores, precisávamos buscar uma solução”, resume Wendt.
Acompanhamento do Ministério Público
O Promotor de Justiça Aor Steffens Miranda, que acompanhou a assembléia, reforça a necessidade da unificação. “Não haveria como a UnC continuar no formato de gestão que estava. Teremos de passar por esse processo que a princípio pode parecer ruim, mas que, na verdade, vai mudar alguns parâmetros que vão modernizar a Universidade, torná-la maior e com uma estrutura que vai garantir capacidade de investimento”, avalia.
O atual reitor da UnC, Werner José Bertoldi, endossou a necessidade do acertamento da situação da Universidade. “Nossa força estará no consenso das ações e manutenção da UnC também é essencial para as comunidades nas quais ela está inserida”, afirma.
Para ele, a migração de todas as fundações para apenas um ente institucional vai transformar a UnC em uma grande Universidade. “Universidades de verdade não se fazem de pequenas instituições e sim com uma grande estrutura, capaz de fornecer oportunidade aos alunos e professores”, diz Bertoldi.
Os processos e trâmites de Unificação serão colocados em prática a partir de agora e algumas modificações têm prazo de até quatro anos para acontecer.
03/09/09 - 23h48min
Fonte: UnC