Beneficiários do Artigo 170 devem ser mão-de-obra útil
Entre os facilitadores para financiar o ensino superior está a bolsa de estudos do Artigo 170 da Constituição Estadual. Nesta modalidade de auxílio, os acadêmicos devem prestar 40 horas de trabalhos em alguma instituição pública, como Organizações Não-Governamentais, órgãos ou escolas públicas, a fim de somar para os trabalhos do local.
Entre os bons exemplos de uso da mão-de-obra dos alunos beneficiados pode ser visto no Colégio Irmã Maria Felicitas. Por lá já passaram dez acadêmicos que reorganizaram toda a biblioteca: separaram livros, atualizaram cadastro de professores e alunos, catalogaram livros e demais publicações, facilitando a vida dos usuários.
“Nós estamos arrumando, organizado e vamos informatizar todo o acervo”, explica a professora Andréa Bechel, que orienta o trabalho dos alunos. Cerca de 800 alunos de ensino fundamental e médio, que estudam no Irmã Maria Felicitas estão tendo acesso a uma biblioteca mais estruturada.
“A gente percebe que até o fluxo de estudantes por aqui aumentou”, garante Andréa.
E quem não quer jovens incentivados a ler? A Diretora do colégio, Sônia Dambroski aprova e agradece a iniciativa. “A gente vê o trabalho destes alunos como essencial. A biblioteca é um local que precisa de manutenção permanente”, avalia.
Ela, que sempre procura os alunos para cumprir as horas, acredita que a ajuda não tem preço. “É bom ter gente com novas idéias aqui”, diz. Ela cita um exemplo: uma aluna do curso de design está ajudando a montar os painéis para uma sala de leitura, mais chamativa para os alunos.
Mais que experiência
Não são só os alunos da escola que se beneficiam com o auxílio prestados pelos universitários que utilizam as facilidades do Artigo 170 da Constituição Estadual. Quem presta o trabalho voluntário se sente gratificado.
“Se quando eu estivesse na escola pública houvesse uma iniciativa como esta, teria sido ótimo”, considera um dos bolsistas, Joanir Silva, que está na 8ª fase do curso de Artes Visuais.
Márcio Zavasky, da 4ª fase de Tecnologia em Gestão Pública, trabalha na organização da biblioteca desde o ano passado. Ele conta que a diferença é inexplicável. “Não tem nem como comparar o que era a organização dos livros antes e como está agora”, diz. Os estudantes já organizaram aproximadamente 80% do acervo.
Os acadêmicos acreditam que muitas instituições públicas podem usar a mão-de-obra dos bolsistas afinada aos interesses da instituição. “Quem precisar pode aliar as necessidades com o curso do aluno bolsista que está a disposição”, sugere a acadêmica Joanita Sclaski, também da 4ª fase de Tecnologia em Gestão Pública.
Alunos precisam de local para cumprir horas e às vezes tem de ir atrás. Mas as instituições podem procurar esses acadêmicos caso precisem. Para serviços administrativos ou de organização, setores que precisam podem solicitar o trabalho dos universitários”, explica o bolsista Márcio Zavasky.
Serviço
Quarenta horas pode parecer pouco tempo, mas os bolsistas podem dar uma grande ajuda às instituições, quando são bem ‘aproveitados’”, considera a prof.ª Andréa Bechel.
Para as instituições interessadas, é possível contatar o Serviço de Apoio ao Estudante(Sae) da UnC, através do telefone 3622-9920.
18/09/09 - 17h31min
Fonte: UnC