Em alguns pomares a perda pode chegar muito próxima de 100%, mas na média deve dar prejuízos em torno de 70 a 80%, afirmam técnicos
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Os técnicos de toda a região do Planalto Norte, mais uma vez reuniram-se para traçar estratégias de manejo das culturas afetadas pelos temporais, granizos e ventos fortes que vêm afetando não só a região, mas todo o estado de Santa Catarina desde o início do mês de setembro.
Desta vez, foram os técnicos que trabalham com a fruticultura, atividade que deverá sofrer as maiores perdas nesta safra, que no dia 08, quinta-feira durante toda a manhã, estiveram reunidos e discutindo com os pesquisadores da Estação Experimental de Caçador, José Luiz Petri e Marcelo Couto, nas unidades demonstrativas e propriedades de Monte Castelo.
Seguros Bancários
“Em alguns pomares a perda pode chegar muito próxima de 100%, mas na média deve dar prejuízos em torno de 70 a 80%”. Afirma Gilberto Neppel, engenheiro agrônomo da Epagri e responsável regional pelas ações da empresa na atividade e na região e segue: “Alguns terão a sorte de ter prejuízo menor, dependendo da espécie cultivada, da variedade e da época que realizou os manejos nos pomares, como a quebra de dormência, por exemplo, mas de maneira geral, pode-se afirmar que toda a safra de frutas na região já foi afetada”.
Alguns produtores deverão recorrer aos seguros bancários, mas os pomares não deverão receber menor atenção pela quebra da safra, pelo contrário, é na crise que se constrói base sólida para melhores dias, afirma.
A atividade de fruticultura vem crescendo ano após ano na região e não se pode ainda caracterizar como atividade consolidada, havendo muitos pomares jovens em formação.
Os eventos climáticos adversos como os que vêm ocorrendo neste ano, ocasionados pelo el nino, podem contribuir para que a atividade ainda demore mais algum tempo para aumentar sua expressão na economia regional.
Também pode fazer com que alguns produtores adiem o desejo de implantar o seu pomar, mas isso ocorre num ano e em outros nove ou mais não, por isso o momento é de zelar pelo que está implantado que o retorno virá nos anos normais que certamente virão, fazendo com que a atividade permaneça e dê o retorno que se espera. Complementa.
08/10/09 - 23h56min
Fonte: Portal de Canoinhas