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Greve de fome de detentos não vai longe, diz diretor do presídio de Mafra

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Cerca de 200 dos 250 detentos do Presídio Regional de Mafra aderiram à greve de fome, iniciada na Penitenciária de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis, e no Presídio Regional de Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, na note de terça-feira.

 

Em Joinville, a adesão foi na segunda-feira, e assim como Mafra, os detentos de Blumenau começaram a greve de fome na terça-feira. Os presos se recusaram a comer em reivindicação a alguns benefícios, que dizem já ter direito. Eles querem que a Justiça re-avalie benefícios como indultos natalinos, saídas temporárias, o direto ao regime semiaberto, superlotação e questões de higiene no presídio.

 

No presídio de Mafra apenas vinte e cinco detentos não aderiram ao manifesto. Cerca de 160 kg de comida que foram servidas aos presos no jantar de terça-feira foram parar no lixo devido da recusa dos mesmo em comê-la.

 

Ontem no café da manhã assim como no almoço foi perguntado antecipadamente se os apenados irão comer para não haver o desperdício.

 

“Com tanta criança passando fome, os presos resolvem não comer e colocar a comida fora”, lamentou o diretor do presídio, Marcio Simbalista.

 

Ontem e hoje são dias de visitas no presídio e conforme determinação em conjunto dos diretores de presídios de Santa Catarina, familiares foram proibidos de entrar na prisão com alimentos. “Se eles estão de greve de fome para que iriam precisar de comida, não é lógico isso? ”, ironizou Simbalista, acreditando que essa ação deverá levar os detentos a acabarem com a greve. “Essa greve de fome não é a primeira e não vai durar”, concluiu o diretor do presídio de Mafra.

 

A segurança foi reforçada no local, pela Polícia Militar para evitar tumulto. Segundo o diretor, os presos de Mafra tiveram conhecimento da greve em São Pedro de Alcântara pelo noticiário da televisão.

 

Agentes Penitenciários

 

Os agentes penitenciários de Mafra, em torno de 28, se reuniram hoje pela manhã para decidirem se vão ou não aderir a greve da categoria que teve inicio no estado de Santa Catarina, à 0h de ontem.

 

Pelo menos 1,5 mil agentes no estado aderiram à paralisação, segundo o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Estadual (Sintespe). Representantes do governo contestam e dizem que nem 10% dos agentes aderiram a mobilização.

 

A greve foi decisão foi tomada no dia 4 de novembro em uma assembleia da categoria, que definiu pela greve já que o governo estadual não entregou proposta de acordo com as reivindicações. As visitas serão suspensas, tempo de banho de sol, reduzido, e não deve haver qualquer transferência de presos nas unidades prisionais em todo o Estado.

 

“Queremos uma solução definitiva do risco de vida e extensão aos que não recebem. Além do aumento salarial, melhores condições e aumento no vale-alimentação, que não é reajustado há nove anos. Hoje recebemos R$ 132, é um absurdo. E o governo mostrou nenhuma posição até agora”, afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Estadual (Sintespe), Mário Antônio da Silva.

 

19/11/09 - 15h17min

 

 

Fonte: Marcio Simbalista –diretor do presídio



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