
Após participar de capacitações, discussões, reuniões, excursões e visitas, agricultores produtores de plantas medicinais do município de Canoinhas formaram o Grupo Nova Esperança.
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Uma história que começou há quatro anos, com uma reunião sobre plantas medicinais. A partir daí o interesse pela atividade cresceu e nesse período o grupo se reúne uma vez por mês com os extensionistas da Epagri Daniel Uba e Josiane de Souza Passos e o facilitador do projeto Microbacias 2 engenheiro agrônomo Henrique Junges para discutir as dificuldades de produção, manejo das lavouras, compra de sementes e mudas e até a comercialização das ervas medicinais.
Atualmente são produzidas espécies como calêndula, camomila, melissa, capim cidreira, espinheira santa, mentas, e algumas outras plantas medicinais. Segundo os produtores, as plantas medicinais fornecem uma ótima alternativa de renda para a propriedade, além de ser cultivada de modo agroecológico tornando uma atividade ainda mais interessante.
Este trabalho foi selecionado para ser apresentado no Seminário de Construção do Conhecimento Agroecológico, realizado pela Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) e pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), em Porto Alegre no dia 30 de outubro e 1º de setembro de 2009.
O grupo também foi convidado para divulgar e vender seus produtos na 1ª Feira de Agricultura Sustentável de Santa Catarina, servindo de motivação para produzir mais.
“O cultivo de medicinais tornou-se hábito e é uma atividade que gera renda na propriedade, sendo cultivada no modelo orgânico de produção agrega mais valor e torna o trabalho mais saudável”, comenta o produtor de ervas medicinais Maciel Stolarski.
“Uma característica desse grupo é que eles têm grande capacidade de solucionar problemas. Numa excursão foi visto um modelo de colhedeira, logo eles criaram um implemento de colher camomila. A colheita é uma atividade que exige muita mão de obra.
Antes em uma área de mil metros quadrados a colheita demorava em torno de um dia inteiro, hoje com o implemento não leva mais de duas horas. Facilitou e muito a atividade, pois hoje em dia a mão de obra é um dos principais custos de produção”, relata o facilitador Henrique Junges.
Para extensionistas da Epagri Daniel Uba, a atividade mostrou-se para o grupo como uma ótima opção na diversificação da propriedade e como mais uma atividade na composição da renda familiar.
“É com muito orgulho e prazer que trabalhamos com esse grupo, referencia no município de Canoinhas como um grupo de trabalho que está dando certo e sempre buscando melhorias na produção e alternativas de cultivo”, ressalta o facilitador Junges.
12/01/10 - 17h45min
Fonte: Epagri de Canoinhas - (47) 3622 4013