
Perdeu, mas ganhou. Esta pode ser a frase para resumir o que aconteceu no júri da ex-bancária Regina de Oliveira, que estava sendo julgada pela tentativa de homicídio contra seu ex-companheiro, o advogado Alessandro Décio Damaso.
No júri desta quinta-feira (10) que durou mais de 16 horas no Fórum de Canoinhas, Regina foi condenada a cumprir pena de cinco meses de detenção em regime aberto, porém como o crime aconteceu em 2004, a pena já estaria prescrita.
Apesar da condenação o advogado Israel Dias dos Santos que defendeu Regina, comemorou o fato como uma vitória.
"Ela estava sendo acusada pelo crime de tentativa de homicídio qualificado, e nós conseguimos convencer os jurados que ela não havia cometido este crime e eles acabaram desclassificando a qualificadora para lesão corporal de natureza leve", explicou.
O fato do corpo de jurados ser composto apenas por homens também não preocupou a defesa.
O Promotor de Justiça, Wagner Kuroda estava pedindo a condenação de Regina pelo crime de tentativa de homicídio qualificado que prevê penas de 12 a 30 anos. O promotor ainda pode recorrer da decisão.
Entenda o caso
Em agosto de 2004, o casal estava se dirigindo para uma festa no Clube Democratas em Marcílio Dias, mas acabaram discutindo e brigando dentro do carro, uma camionete Saveiro. Durante a briga Damaso foi atingido por um tiro supostamente disparado por Regina.
O tiro atingiu a cabeça do advogado, mas saiu pela face esquerda do rosto. Damaso foi socorrido pelos bombeiros, passou por cirurgias e não ficou com nenhuma sequela.
Regina negou que tivesse efetuado o disparo, mas acabou sendo presa em flagrante e encaminhada ao presídio de Mafra, onde ficou detida durante 32 dias. A arma do crime nunca foi encontrada. Na época do ocorrido Regina passava por tratamento psicológico pois sofria de depressão.
11/06/10 - 11h12min
Fonte: Portal de Canoinhas