
Os motoristas que transitam pelas rodovias estaduais devem redobrar a atenção em relação aos limites de velocidade.
A SCT-477 de Canoinhas a BR116, passando por Major Vieira, por exemplo, o limite máximo é de 60 km/h. O motivo de toda atenção com os limites, além da segurança, é o uso do radar fotográfico portátil da Polícia Militar Rodoviária (PMRv).
Na última semana o radar flagrou centenas de carros na região (SCT 280, SCT 477 e SC 303), os quais em breve estarão recebendo em casa as devidas notificações. Só na manhã da última quinta-feira da semana passada foram notificados 53 veículos na SC 303, em Três Barras. Apesar da máxima permitida no referido trecho for de 60 km/h a PMRv só notificou os veículos que estavam a mais de 80 km/h.
Segundo o comandante da PMRv da região, subtenente Osni Paggi, o radar móvel estará conferindo a velocidade dos veículos com certa frequência nas rodovias, sem data e km definido, ou seja, a qualquer quilômetro, em qualquer dia o motorista poderá ser notificado se estiver abusando dos limites de velocidade.
O comandante também lembra que, caso o veículo seja flagrado com o dobro da velocidade permitida, ele perderá a sua Carteira Nacional de Habilitação. Por exemplo, se um veículo que estiver indo de Canoinhas a Major Vieira e for flagrado a 127 km/h, o condutor terá a CNH aprendida e precisará fazer uma reciclagem, para poder recuperar o direito de dirigir.
Vale lembrar que o radar fotográfico portátil opera com precisão em qualquer condição climática e, além disso, pode capturar as imagens de até três veículos por segundo. O aparelho captura o veículo na distância máxima de 620 metros, velocidade máxima de 322 km/h, registra a imagem de um mesmo veículo de frente e de trás e não é identificado por detectores de radar e laser.
COMO FUNCIONAM OS RADARARES
Os radares são essenciais na prevenção de acidentes rodoviários e urbanos, além de oferecer maior segurança e organização ao trânsito. Os aparelhos são chamados pelo Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) de “equipamentos medidores de velocidade” e estão divididos em quatro tipos: fixo, estático, móvel e portátil.
O aparelho de radar fixo é instalado em local definido e em caráter permanente, e tem dispositivo registrador de imagem. Já o radar estático fica alojado em um veículo parado ou em um suporte apropriado – portanto, sua localização é imprevisível. O radar móvel, por sua vez, é instalado a um veículo em movimento que faz a medição ao longo da via.
Finalmente, o portátil é direcionado manualmente para o veículo alvo. Em relação aos medidores por tipo de tecnologia, existem os sensores de superfície (laços indutivos), Doppler ou Laser. Ainda há o “caetano” ou pardal, registrador fotográfico de veículos que desrespeitam o sinal vermelho.
Todos os medidores de velocidade em operação no Brasil são conferidos com o padrão legal e funcionam sob inspeção do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial). As multas aplicadas a partir de infrações registradas por equipamentos eletro-eletrônicos passam por avaliação de validação da imagem, e seus valores variam de acordo com o grupo em que elas se enquadram.
No caso de uma infração “Leve”, o condutor perde três pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e paga, até a data do vencimento da multa com 20% de desconto, o valor de R$ 42,56. Na infração “Média” ocorre a perda de quatro pontos e pagamento de R$ 68,10. A “Grave” salta para cinco pontos e custa, no mínimo, R$ 102,15. Já a “Gravíssima” faz com que o motorista perca sete pontos e desembolse de 191,54 a 957,70 reais. Isto porque algumas multas deste grupo são agravadas pelo próprio Código e têm seus valores multiplicados por três ou por cinco vezes. Segundo a Portaria 115 do Inmetro, a tolerância dos radares é de 7 km/h para velocidades até 100 km/h e 7% para velocidades acima de 100 km/h.
A tecnologia utilizada em medidores de velocidade no Brasil é de última geração. “A maioria dos radares possui OCR (reconhecimento de caracteres), flashes infravermelhos, câmeras digitais, conexões para envio dos dados por wireless, fibra ótica, entre outros”, explica o chefe da Divisão de Instrumentos de Medição de Comprimento e Força do Inmetro.
Ele também detalha que pelo fato de os equipamentos possuírem flash infravermelho, são capazes de detectar e registrar com clareza a placa do veículo sem que o condutor possa enxergar qualquer luz. Caso dois veículos passem ao mesmo tempo por um radar e um deles esteja com a velocidade acima da permitida, apenas o infrator será fotografado. Isto ocorre porque os radares fotográficos estão posicionados para controlar os automóveis de cada uma das faixas de rolamento. Os registros são analisados individualmente para aproveitamento ou não da imagem. Havendo dúvida sobre qual veículo acionou os sensores, mesmo que tal possibilidade seja remota, a imagem é descartada.
22/07/10
Fonte: DP