
Se por um lado a rodovia SC 477 no trecho rural de Papanduva em direção a Itaiópolis esta pura lama e intransitável, o trecho da SCT 477 entre a BR 116 até a BR 280 em Canoinhas esta literalmente indo pro buraco.
Na última sexta – feira, dia 06 um usuário da pista, por volta das 13h, relatou que só no trecho entre Major Vieira e Canoinhas, em poucos quilômetros se deu o trabalho de somar 30 buracos, isso apenas em um lado das faixas.
O motorista tinha como propósito contabilizar os buracos até o trevo de Canoinhas, mas devido ao perigo da estrada, resolveu deixar esta conta pra autoridade competente e se concentrar em não cair nas “crateras” e não bater em ninguém, pois na sua pequena viagem encontrou dois automóveis e duas motocicletas paradas ao lado da via, provavelmente atingidos pelos buracos. “Muitos carros e caminhões na tentativa de desviar as centenas de buracos, acabam fazendo manobras perigosas e com isso colocam em risco a vida dos viajantes” completou o condutor.
Se em plena luz do dia o perigo já é alarmante, à noite a situação é desesperadora. Um grupo de jovens, nos sábado à noite (07) estava indo para um show em Canoinhas e tiveram que parar ao lado da pista para a troca de pneu, em uma situação perigosa, pois em quase todo o trecho da SCT 477 não tem um acostamento adequado.
O motivo do incidente: os buracos na rodovia. Neste mesmo trecho, em poucos minutos o motorista nos relatou que encontrou cerca de 10 carros parados na mesma situação.
As chuvas, a falta de qualidade do asfalto e o fluxo de veículos pesados provavelmente são as causas da destruição da rodovia. Vale salientar que ao entrar na SCT 477 o motorista se depara com uma placa alertando da proibição de trafego de caminhões cujo peso ultrapasse a 45 toneladas.
O que não é difícil é encontrar essa situação na rodovia, principalmente carretas bi-trem carregados de toras de madeira.
As empresas de carga sempre encontram uma maneira de se livrar desses limites, engessando dessa forma as fiscalizações e driblando as multas. O que muitas vezes não da para driblar são os buracos na estrada, o risco de colidir com outro veiculo, ou de perder o controle do carro. O que também não da pra escapar é do preço que se paga pelos estragos no veículo ou pelo preço que não se paga em perder a vida na estrada.
A manutenção da referida rodovia é responsabilidade do DEINFRA (Departamento Estadual de Infraestrutura). Em contato telefônico com o DEINFRA de Canoinhas (47-3622-3477) o funcionário público não respondeu sobre uma provável data para a recuperação da rodovia e repassou o contato do DEINFRA de Joinville (47 – 3435-1186) para mais informações.
A atendente, do escritório regional, nos informou que a responsável pela região é a engenheira Andrea, mas no momento ela não se encontrava no recinto e só ela poderia dar as devidas informações. Vamos aguardar.
SAIBA MAIS
Acidentes por falta de cuidados em rodovias geram causas de indenizações
Uma vez que, o governo estadual é responsável pela conservação das rodovias estaduais (e o governo federal pelas rodovias federais), por vez pelos danos causados a terceiros em decorrência de sua má conservação, ou até mesmo pela falta de sinalização que provoquem acidentes. Nestes casos recai sobre o Estado a responsabilidade do acidente e por conseqüência a indenização em danos materiais e morais.
Considerando que nem sempre o causador de acidentes de trânsito é o condutor do veículo, deve ser analisado o caso concreto, pois se restar comprovado que a causa se deu pela má conservação da rodovia, poderá o condutor ou qualquer interessado pleitear junto à justiça indenização.
Ressalta-se que não é apenas mediante óbito que se pode pedir indenização, mas em casos como: invalidez, prejuízos materiais, entre outros.
O governo tem dever de zelar pelo bom estado das rodovias e proporcionar satisfatórias condições de segurança aos seus usuários, sendo assim, na falta deste zelo cabe responsabilizar o estado pelos danos causados.
Sempre mediante provas verídicas, e através de processo judicial, vale buscar seus direitos, pois a Justiça é a melhor caminho.
O processo pode ser demorado, mas se cada cidadão reinvidicasse o seu direito de receber o valor gasto, por menor que seja, iria reeducar a maquina do governo e talvez a sociedade tenha uma chance de reverter os milhares de quilômetros de transito caótico das rodovias brasileiras.
11/08/10
Fonte: IMK